Quando

Quando eu te conheci eu não queria nada sério. Estava “curtindo” e queria que continuasse assim. Queria poder aproveitar a vida, conhecer pessoas. Curtir.

Quando fomos àquele restaurante como “amigos” e fomos tratados como namorados eu fiquei meio sem saber como você reagiria no dia seguinte. Você me surpreendeu, respeitando o meu tempo e continuando a sair comigo sem estresse.

Quando, depois de algumas semanas, você finalmente dormiu toda a noite na minha casa eu acordei mais cedo que você e fiquei te olhando – como uma criança boba que fica olhando o presente novo e não sabe muito bem o que fazer.

Quando nesse mesmo dia de manhã eu passei meu braço por cima de você e você o abraçou, encostando minha mão no seu rosto (mesmo enquanto dormia) eu soube que não você não era só mais um.

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6-month challenge to a new me

Amanhã (03/06) é o primeiro dia útil de junho e praticamente cinco meses para meu aniversário de 30 anos (já…). Decidi que eu preciso mudar muitos aspectos na minha vida – perder peso, me controlar mais nos meus horários, focar no que é importante, ser mais organizado, ler mais, melhorar meu controle financeiro, e por aí vai. Só que eu sofro do problema de pensar demais e fazer de menos.

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Hebdômadas

Dizem que nossas vidas podem ser divididas em ciclos de sete anos, ou septênios se você preferir. Eu gosto mais da palavra de origem grega hebdômada (que, na verdade, pode ser usado para dias, meses ou anos). A cada hebdômada nossas vidas mudam.

A cada sete anos temos um novo ciclo de renovação. Alguns cientistas dizem que nossas células se renovam completamente a cada sete anos. Antropólogos e psicólogos dizem que não são somente as células, mas toda a nossa psique e características comportamentais.
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Sampa

Não é pelo trânsito impossível
Não é pelas 12 milhões de pessoas que moram ali
Não é pela poluição (do ar, do som, dos muros)
Não é pela segurança (ou falta dela!)
Não é pela (não-)educação do cidadão médio
Não é pelo metro superlotado
Não é pela falta d’água que acontece a cada 2 anos
E nem pelas 4 estações em um único dia

É sobre entrar com 1 amigo em uma balada e sair com 15
É sobre comer cachorro-quente com purê de batata
É sobre ter todas as cozinhas do mundo disponíveis a qualquer hora do dia (ou da noite)
É sobre poder falar “enfia no cu essa merda” e te entenderem
É sobre encontrar todos os sotaques em um mesmo lugar
É sobre matar essa minha eterna luta interna entre amar e odiar Sampa

É sobre esse constante buraco no meu peito em viver em qualquer lugar do mundo e ao mesmo tempo não me sentir em casa em nenhum – nem mesmo em São Paulo.

Museum of Broken Relationships

É em Zagreb, capital da Croácia, onde fica o Museum of Broken Relationships (ou, numa tradução bem livre, Museu das Relações Terminadas). E por “relações”, o museu não entende só como relações amorosas, não. Nesse termo, e no museu, tem também as relações de pais e filhos e familiares separados pela guerra. A ideia do museu é criar um espaço leve, mostrando objetos que significaram muito para um casal (ou parentes) e junto com cada objeto uma pequena história narrando como aquele objeto acabou fazendo parte (e encerrando) aquela relação.

Pra mim foi uma experiência muito intensa. Em cada objeto, em cada palavra, dava pra sentir a emoção ainda impregnada naquelas histórias.

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Diário das minhas férias europeias – Capítulo Secundíssimo

Celular despertou às 7h30 da madrugada. Sou desses que mesmo quando estou de férias acordo cedo para aproveitar o dia. Me troquei e saí pra tomar café da manhã. Já tinha (ou AINDA tinha) gente no bar do hostel bebendo – nossa senhora dos fígados, dai-nos Eparema!

A filosofia dos hostels (ou antigamente chamados de Albergues da Juventude) é custar pouco e permitir que você possa viajar sozinho e ainda assim conhecer pessoas do mundo todo. Então a infraestrutura é geralmente simples e com apenas o essencial para permitir que você durma, tome banho e conheça pessoas. Ou seja, cafés da manhã estilo continentais “hotel 5 estrelas” não existem. Fato.

O hostel que eu fiquei tem uma parceria com o restaurante que fica bem em frente e ele oferecem um café da manhã bem vagabundo no estilo buffet, só com presunto, queijo, pão, manteiga, nescafé (sim. NES CA FÉ. Aquela bagaça instantânea com gosto de água suja)  e…. acho que era só isso. Comi o que deu pra comer e fui passear um pouco.

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Coloco o pé na rua e PUM. Um frio ducaralho em pleno verão. Adivinha quem não tinha blusa de frio? Isso. O Francisco.

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Diário das minhas férias europeias – Capítulo Primésimo

O legal aqui na Itália é que você que não tem direito a férias depois de completar um ano de empresa. Você recebe suas férias no dia que você entra na empresa, podendo usufruí-las “quando quiser”.

Dito isso, a Itália praticamente fecha em agosto. Todas as empresas, restaurantes, lojas, academias e afins fecham. Sério. FECHAM. A empresa que eu trabalho fecha nas duas semanas centrais de agosto e, sendo assim, as férias são obrigatórias.

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Sabendo que teria férias compulsórias, e considerando que Ferrara fica um deserto em agosto, comecei a procurar destinos baratos. Queria ir pra Ibiza, mas lembrei que estou uma bola de gordo e mudei de ideia. Jamais iria competir com aqueles corpos MA RA VI LHO SOS dos caras de lá. Depois pensei na Grécia. História, praias, gente linda… Caro demais. Espanha, caro. Voltar pra Amsterdam, caro. Alemanha, não tinha praia. Portugal, caro. E assim foi até que eu encontrei a Croácia. Sim. Croácia. Voo de ida e volta (chegada em Zagreb e retorno por Dubrovnik) por menos de 100 euros. Pesquisei um pouco sobre os hostels da região e não tinham muitas opções, mas os preços eram bem bacanas. Ou seja… Vambora. Continuar lendo Diário das minhas férias europeias – Capítulo Primésimo